Prompts e Agentes

Orchestrator

Componente que coordena múltiplos agentes ou ferramentas, decidindo quem faz o quê e quando.

Orchestrator é o componente "maestro" de um sistema com múltiplos agentes ou ferramentas. Ele decide qual agente ou tool ativar para qual tarefa, em qual ordem, e como combinar os resultados.

Diferença de outros componentes:

  • Planner: decide o QUE fazer (estratégia).
  • Orchestrator: decide QUEM faz e QUANDO (alocação).
  • Executor: executa as ações.

Em sistemas simples (1 agente), planner e orchestrator se confundem. Em multi-agent, papéis ficam claros.

Padrões de orquestração:

  • Roteador (router): orchestrator classifica request e direciona para agente especialista. "É pergunta financeira → agente A. É técnica → agente B."
  • Hierárquico: orchestrator master delega a sub-orchestrators.
  • Conversacional: orchestrator facilita conversa entre agentes (até consenso).
  • Pipeline: orchestrator passa output de um agente como input do próximo.
  • Map-reduce: orchestrator distribui tarefa em paralelo, depois agrega.

Frameworks:

  • CrewAI: process define orquestração (sequential, hierarchical).
  • AutoGen: GroupChat manager é o orchestrator.
  • LangGraph: define grafo de agentes; supervisor pattern.
  • AG2 (fork de AutoGen): variantes mais sofisticadas.
  • Swarm (OpenAI): handoffs entre agentes leves.

Exemplo: customer support com orchestrator

Cliente: "Meu pedido 1234 não chegou e quero meu dinheiro de volta."

Orchestrator analisa: - Detecta: pedido específico, queixa de entrega, pedido de reembolso. - Decide: chamar agente_logistica (status pedido) primeiro, depois agente_financeiro (reembolso).

Step 1: orchestrator → agente_logistica agente_logistica → consulta sistema de tracking → retorna "atrasado, previsão amanhã"

Step 2: orchestrator → agente_financeiro com contexto agente_financeiro → consulta política de reembolso → "elegível, mas oferece desconto primeiro"

Step 3: orchestrator → agente_atendimento agente_atendimento → formula resposta empática para cliente. ```

Boas práticas:

  • Orchestrator com prompt claro: regras explícitas de delegação.
  • Comunicação estruturada: agentes trocam JSON, não texto livre.
  • Estado compartilhado: contexto comum acessível a todos.
  • Logs e tracing: visibilidade de quem fez o quê.
  • Timeouts: agente que demora demais é pulado.
  • Fallback: o que fazer se agente especialista falhar.

Cuidados:

  • Orchestrator vira gargalo: todo request passa por ele. Cuidado com latência.
  • Erro propaga: orchestrator confuso = sistema todo confuso.
  • Custo: agente principal usado em todo step. Prefira modelo menor para orchestration se possível.

Para o profissional brasileiro:

  • Para sistemas simples: 1 agente sem orchestrator separado é suficiente.
  • Para sistemas complexos (atendimento omnichannel, automação corporativa): orchestrator é peça-chave.
  • Designs comuns: roteador para front-line, especialistas para profundidade.

Em 2026, orchestrator é peça crítica em arquiteturas sérias de IA empresarial. Empresas brasileiras maduras já constroem com esse padrão — separação clara entre quem orquestra, quem planeja e quem executa. Domínio dessa arquitetura é diferencial competitivo para devs e arquitetos brasileiros.

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