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Prompts e Agentes

Function Calling

Capacidade do LLM de decidir chamar funções/APIs externas com argumentos estruturados.

Function calling (também chamado de tool use) é a capacidade do LLM de, dada uma tarefa, decidir que precisa chamar uma função externa, identificar qual função e quais argumentos passar — em formato JSON estruturado e válido.

Como funciona:

1. Você declara funções disponíveis no prompt: nome, descrição, schema dos parâmetros. 2. Manda a pergunta do usuário. 3. O modelo responde de duas formas: - Resposta normal se não precisa de função. - Tool call: JSON com qual função e quais argumentos. 4. Você executa a função no seu código. 5. Manda o resultado de volta ao modelo. 6. Modelo gera resposta final usando o resultado.

Exemplo:

Funções disponíveis:
- buscar_clima(cidade: string): retorna clima atual.
- enviar_email(destinatario: string, assunto: string, corpo: string).

Usuário: "Que clima faz em São Paulo? Manda essa info pro meu chefe ([email protected])."

Modelo decide: 1. Chama buscar_clima("São Paulo") → "23°C, parcialmente nublado". 2. Chama enviar_email("[email protected]", "Clima SP", "23°C, parcialmente nublado"). 3. Responde: "Pronto, enviei!" ```

Por que é revolucionário: transforma LLMs de "chatbots que só falam" em "agentes que agem". É a base de qualquer sistema agentico em 2026.

Suporte em 2026:

  • OpenAI: Function Calling nativo desde 2023, evoluído para tools.
  • Anthropic Claude: tool use (sintaxe similar, muito robusto).
  • Gemini: function calling integrado.
  • Llama, Mistral: suporte via instruct tuning específico, ferramentas como LangChain.

Funções típicas:

  • Buscar na web (search engine).
  • Consultar banco de dados.
  • Enviar e-mail / SMS / WhatsApp.
  • Calculadora.
  • CRUD em sistemas internos: criar lead, atualizar pedido.
  • APIs externas: Stripe, Google Maps, ERPs.
  • Code execution: Python sandbox.
  • Computer use: clicar, digitar, navegar.

Boas práticas:

  • Descrições claras: o modelo decide com base nelas.
  • Schemas precisos: tipos, enums, restrições.
  • Idempotência: funções que podem ser chamadas várias vezes sem efeito acumulado.
  • Tratamento de erros: o que retornar se algo dá errado.
  • Validação de inputs: nunca confie cegamente nos argumentos do modelo.
  • Limites: número máximo de chamadas para evitar loops.

Para o profissional brasileiro:

  • Atendimento via WhatsApp: bot que de fato resolve, não só responde.
  • Operações internas: assistente que cria tickets, atualiza CRM, agenda reuniões.
  • Integrações: ChatGPT chamando ERP brasileiro (Bling, Omie, Tiny).
  • Análise + ação: lê dado, decide, executa.

Em 2026, function calling é a habilidade que distingue "demo de IA" de "produto de IA". Combinado com JSON mode, RAG e bons prompts, é a base de praticamente todo agente sério. Quem domina function calling constrói produtos verdadeiramente úteis.

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