Aprender IA fica mais fácil quando termina em algo concreto. Em vez de testar prompts soltos, escolha um vídeo curto para produzir: um aviso de 20 segundos para o seu negócio, uma explicação para alunos ou um convite para um evento.
O projeto começa antes do efeito visual. Você decide o que precisa ser dito, reúne o material que já tem e dá ao Claude um pedido que possa ser revisado. Este guia transforma essa ideia em um briefing preenchível, um prompt-modelo e uma revisão simples. No fim, você sabe se a próxima etapa é começar por uma aula gratuita ou avançar para o curso completo de vídeo.
Um bom vídeo começa no papel
Antes de abrir qualquer ferramenta, escreva sete linhas. Elas evitam que a primeira resposta da IA vire uma coleção de cenas bonitas sem uma mensagem definida:
- Objetivo: o que o vídeo precisa fazer, em uma frase.
- Público: para quem ele é e onde será assistido.
- Mensagem: uma ideia central e, no máximo, três pontos de apoio.
- Formato: horizontal 16:9 ou vertical 9:16, além da duração desejada.
- Material: textos, fotos, dados e referências que você já tem.
- Limites: prazo, elementos que não devem aparecer e tom a evitar.
- Revisão: quem aprova e o que seria um erro grave.
Um bom vídeo começa no papel porque as escolhas mais importantes acontecem antes da geração. Se você não consegue preencher objetivo e limites, volte uma casa e simplifique a tarefa. Um vídeo de 25 segundos com uma mensagem compreensível ensina mais do que uma sequência longa que tenta falar com todo mundo.

A entrada gratuita da escola é o curso Claude para Iniciantes, com seis aulas curtas para começar pela ferramenta e pela fórmula de contexto, tarefa e formato.
Um exemplo hipotético para copiar
O exemplo abaixo é ilustrativo e hipotético; não é resultado de aluno. A ideia é mostrar como trocar um pedido vago por um trabalho que a IA consegue organizar e que você consegue revisar:
Me ajude a transformar esta tarefa em um processo claro.
Meu objetivo: explicar a feira de sábado em um vídeo de 25 segundos.
Meu contexto: sou uma padaria de bairro e tenho três fotos do balcão.
Meu público: pessoas que moram perto e vão assistir pelo celular.
Meus limites: formato vertical 9:16, linguagem simples e sem promessa de preço.
Primeiro, faça as perguntas que faltarem. Depois, proponha um roteiro em
três cenas. Para cada cena, escreva o texto na tela, a narração e o pedido
exato para gerar a cena. Separe fatos que eu preciso conferir antes de
publicar e deixe o roteiro fácil de revisar.
Leve o molde para uma tarefa real e troque os colchetes pelos seus dados. Peça primeiro as perguntas que faltam; só depois peça o roteiro. Essa ordem reduz o risco de preencher lacunas com suposições. Na revisão, corte qualquer frase que não ajude o público a entender o que fazer, quando fazer ou por que aquilo importa.
Formato é uma decisão de mensagem
Horizontal e vertical não são apenas dois tamanhos do mesmo arquivo. No 16:9, você tem mais espaço para uma demonstração, uma comparação lado a lado ou uma tela com contexto. No 9:16, o enquadramento precisa sobreviver à tela estreita: uma ideia por vez, texto maior e menos informação simultânea.
O curso Como fazer vídeos com o Claude trabalha os dois formatos. A página atual apresenta 20 aulas práticas, 41 minutos de vídeo, prompts para copiar e os 20 vídeos para baixar; cada estilo é mostrado na horizontal e na vertical. Veja como o mesmo projeto muda quando o destino é o YouTube ou o Reels:


Ao preencher o briefing, escolha o destino antes de pedir as cenas. Assim, o formato influencia o roteiro desde o começo, em vez de virar uma correção cara no final. Se você precisa dos dois, escreva uma versão principal e defina o que será refeito para a tela vertical; não presuma que basta cortar as laterais.
Revise como quem vai publicar
Quando o roteiro e o vídeo estiverem prontos, faça uma revisão curta e concreta:
- A primeira frase deixa claro do que se trata nos primeiros três segundos?
- O texto na tela pode ser lido no celular sem pausar o vídeo?
- Cada informação foi conferida na fonte original?
- Você tem autorização para usar música, imagens, dados e marcas?
- Alguém fora do projeto entendeu a mensagem sem uma explicação extra?
- O ritmo combina com o formato e com a duração que você definiu?
- Você guardou o prompt, a versão aprovada e as mudanças feitas?
Se uma resposta for não, ajuste somente esse ponto e revise de novo. Guardar as versões também faz parte de aprender: você consegue comparar o pedido que produziu uma cena útil com o pedido que deixou a ferramenta adivinhar.
Onde continuar na escola
Para uma base gratuita, comece por Claude para Iniciantes. São seis aulas, cerca de 12 minutos de vídeo e entrada sem cartão. Você pode entrar na primeira aula ou abrir o painel do aluno para criar a conta e salvar o progresso. A página do curso explica o percurso e os seis resultados antes de você escolher por onde começar.
Se o seu projeto é vídeo, veja o curso completo. O acesso avulso está apresentado por R$149, com acesso permanente às 20 aulas, aos prompts e ao catálogo de estilos; o curso também aparece incluído na matrícula da escola. Compare planos e condições quando quiser decidir entre a compra do curso e o acesso mais amplo.
O próximo passo não precisa ser grandioso: preencha o briefing, produza um roteiro curto, teste com algo seu e revise uma versão inteira antes de publicar. Muda o modelo, muda a ferramenta. O que fica é o método: uma intenção clara, material suficiente, um pedido que você consegue conferir e uma próxima aula escolhida por necessidade real.


